domingo, 9 de março de 2008

Presa

Tantos problemas. Aquele trabalho, aquela prova, aquela dor de cabeça, os sentimentos daquela pessoa. Porque será que não há um dia em que olhe para o céu, abra os braços, feche os olhos e seja simplesmente inocente outra vez? Porque é que não posso ficar assim e rodar eternamente? Porque é que não posso ser criança outra vez? Porque é que sou dependente dos raros dias de férias? Porque é que não posso fazer de todos os dias um momento inesquecível? Porque é que viver dói tanto? Porque é que me sinto como um animal numa armadilha, guinchando e estrebuchando antes de se calar de vez?
Porquê? Porque sim. Porque não. Porque talvez. Quero abrir os olhos. Quero viver a minha vida. Quero isto. Quero aquilo. Eu quero, quero, quero. Eu dou? Eu tento. Eu vivo. Eu canto e eu danço ao som do mundo em que nasci. Eu penso. Eu faço porque eu quero. Mereço? Quem sabe? Deus? Deus existe? Quem sabe? Eu não sei. Eu penso, mas não sei. Eu choro, mas não sinto. Eu olho, mas não vejo. Eu sou a boneca do mundo. Eu e o todos os outros milhões. Eu quero ser diferente. Eu quero ser eu. Eu eternamente. Eu, eu, eu. Mas não sou. Eu sou apenas outro, igual a ontem, a hoje e a amanhã. Eu não sei, não sinto, não vejo. Eu não sou eu. Eu sou outro qualquer.
Eu estou presa e o mundo é o meu carcereiro. Eu sou a presa e o mundo é o meu predador.

- SILÊNCIO!

- ... morreu. Finalmente. Vamos retirá-la da armadilha antes que os inocentes vejam.

sábado, 8 de março de 2008

Mente perdida e mentiras do mundo. Palavras.

Palavras que escorregavam através de mim, como gotas de água, de chuva, lágrimas que a vida deixou cair, palavras que caíam no chão, impotentes, inúteis, palavras curiosamente desprovidas de sentido, palavras estranhas, não eram minhas, nunca foram. Palavras que construíam mundos, sonhos, almas, um pensamento e de repente não há mais nada, apenas palavras. Pessoas feitas de palavras, pingando através das suas mentes demasiado perfeitas. Palavras confusas, sem sentido, soldados em marcha, obedientes, palavras que sabem sorrir. Palavras soltas, voando, perdidas, esquecidas, sem sentido, apenas voando e esperando. Palavras sem uso, palavras. Palavras como música, palavras dançando, palavras puras, verdadeiras. Palavras que não sabem, nunca souberam, o que é viver. Um dia, uma mentira, um sonho, uma palavra. Palavras.

Luna

quinta-feira, 6 de março de 2008

Pensamentos de uma mente cheia de sono

A compreensão total entre duas pessoas é um daqueles tesouros tão raros que muitas vezes só nos apercebemos que o temos quando já é tarde demais, e já os perdemos. Cliché, eu sei. Mas verdade. E que mais posso dizer? Mais arrebatador que a paixão, mais doloroso que o amor, mais poderoso que o ódio, o sentimento de amizade e compreensão é a pureza de espírito completa. É como um pequeno e raro chocolate suíço no meio de montanhas de banais e demasiado doces rebuçados de açúcar.
oooÉ também um tema interessante para se escrever quando não se tem muito que se fazer e se ouve “Dig” dos Incubus, mesmo que a letra não tenha nada a ver.
oooInterrogo-me porque lhe chamei “tesouro” à pouco. É raro e precioso como um tesouro, sim. Mas um tesouro despoleta ambição e inveja e a amizade é supostamente algo extremamente puro. Eu mesma disse isso lá atrás. Mas sem dúvida que na realidade não é bem assim. Na realidade podes estar atada a alguém que não gostas simplesmente porque a nossa sociedade faz com que sorrias e converses com aquelas pessoas que mais te irritam no mundo. Faz-te andar com aquela outra pessoa atrelada todo o tempo simplesmente porque tiveste azar.
oooUm dia quero deixar tudo para trás e conhecer pinguins. Nunca vi nenhum pinguim ao vivo. Pergunto-me se conversarão comigo, ou se virarão as costas? Pergunto-me se estarei a ficar completamente louca, ou simplesmente cheia de sono? Acho que estou louca. A culpa é da Físico-química. Levou-me à loucura. Ou qualquer outra coisa. Acho que não estou a fazer grande sentido. De qualquer maneira, thanks for watching.

Luna

quarta-feira, 5 de março de 2008

Mera ilusão

Escorrega a vida que não vivi
Escorrega o tempo perdido
E suspiro
Não faz qualquer sentido.

Escorrega pelo sangue
Pelas lágrimas que perdi
O espírito dançando, rodando
É do sonho que vivi.

Um poço de mentiras
Meras palavras que rebolam na mente
Palavras que dás e que tiras
Tecendo a tua teia
Lentamente, cuidadosamente
Enganas-me, sempre o fizeste
Mas eu fico calada
E quem cala... consente.

Rebolam os pensamentos
As ideias
As paixões
Pela minha cabeça cansada

E penso
Que pena;
Foi uma vida falhada

E às vezes a noite é tão escura
Que quando acordo, penso que morri
A minha alma mais pura

Mas é tudo tão...
Estranho
Diferente
O mundo gritando, ordenando
SORRI!

Que eu vejo
Percebo
É tudo
Mera ilusão

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Comentários?

Luna

terça-feira, 4 de março de 2008

Contornos

Porque a tendência do Homem é olhar para a luz, vemos apenas os contornos das possibilidades. Vemos apenas os contornos da paixão, da raiva, da felicidade, das lágrimas. Os contornos da vida. Se algum dia fôssemos capazes de ver a totalidade das cores, nunca poderíamos fechar os olhos e fugir. O nosso problema é que na maior parte das vezes vemos a vida a preto e branco. É pena. Um contorno é uma parte tão ínfima da realidade que eu seria capaz de rir, se a ironia não fosse tão forte. Um contorno é, no fundo, uma mentira. Mas não é de mentiras que a vida é feita? Contornos escondem a verdade porque achamos que é mais fácil. Se soubéssemos...

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O nome do blog mudou para Contornos, como podem ver. Espero que achem a explicação aceitável ;D

Luna

Merci!

O queijo
Era brilhante
E fabuloso
E saboroso
E, espantosamente,
Fofinho.

Ouviu-se um riso maléfico
Proveniente de uma certa pessoa
(BAHAHAHAHAHA)
Era a Mariana
E ela disse:
- EU VOU COMER O QUEIJO!!!!!
(- E não quero esta porcaria na net)
Foi então que outra voz se fez ouvir:
- BASTA! Chega de talõezinhos com supostos descontinhos
A encher a minha carteira de pele de leopardo.

Foi então que o queijo desmaiou
Pois o terror era enorme
Pois ninguém,
Nem mesmo um queijo,
Gosta de ouvir a Inês a falar de cartões e talões
E supostos descontinhos e favorzinhos.

Enquanto isto
A Ana,
Pessoa maravilhosa e extremamente boa
(ter em conta o factor irónico)
Olhava pacificamente,
Engendrando planos maléficos e extremamente inteligentes
(de novo, o factor irónico...)
E registando estes momentos maravilhosos para a posteridade
Pois um dia
Os nossos aréte-arréte-(etc, etc)-enfants irão dizer-nos
MERCI!
Por este poema tão maravilhoso.
(ironia?)

Poema maravilhosa e estupidamente composto por Luna e NKZ. Não comentem se acharam parvo demais, porque nós, também não!

See ya there,
Kiss kiss
(Luna)

Adeus (tipo, duh?)
(NKZ)

sábado, 26 de janeiro de 2008

Era uma vez

Era um vez um chocolate
(tem asas e sabe voar?)
Uma pequena cascata doce
Saltando ribanceira abaixo.
Era uma vez um limão
Coisa pequena e perdida
Na acidez do mundo.
Era uma vez uma vida
Direita e directa, com sentido e destino
Com propósito e no entanto
Esperando que algo acontecesse
Para que pudesse girar e nascer outra vez.
Era uma vez uma pestana
Voando em algo que não apenas pele dourada
Suspira e, no entanto, é poderosa
Concede desejos como se pudesse.
Era uma vez aquela coisa esquisita
À qual não damos nome.
Era uma vez um piscar de olhos
Um pequeno sorriso
Um pequeno fio de cabelo.
Era uma vez um sabor estranho, exótico
Era uma vez um sonho real
Era uma vez aquela pessoa
Aquele sentimento
Aquela raiva, aquela alegria, aquela coisa confusa
Era uma vez uma vida com todas as letras.

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Título um bocado cliché, mas...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Introdução?


Ora bem, deixem-me apresentar esta maravilha em embrião. É um blog criado por mim e pela NKZ cujo objectivo é mostrar textos, poemas e outros por nós escritos. Esteve em vias de se chamar ... porque sim? e LEMON!, ou talvez não, o que não é muito relevante. Espero que comentem os nossos resultados e nos ajudem a melhorar. Em breve postaremos algo ;)

De resto, beijinho e festas felizes

Luna